terça-feira, maio 03, 2011

11/7


(120 cm x 100 cm)

Como um peregrino vacilante ou como um insecto ziguezagueante, sem percurso lógico, liberto sobre a tela o pincel que, impregnado de tintas aveludadíssimas, me conduz à criação da maçã. Não dou ao momento calmaria. Mando flutuar as cadeiras, penso nos elementos, paradigmas estéticos, que me rodeiam e que me levam ao xadrez. Todos dias por lá caminho. A rainha que me viu crescer, estende as suas raízes e ergue os seus braços à mitologia existencialista de slogans sagrados. Do rasgão, o Futuro espia o Presente…

2 comentários:

Ilda Teixeira disse...

O Futuro não existe! Ele espia, mas não tem força para passar aquem do rasgão! É que, o Presente, com sua força, em parte a que lhe vem da Maça, não deixa que os "rasgos" de lucidez avancem para esse lado escuro da vida! A rainha...oh! a rainha, está presa ao xadrez estático, simétrico, que lhe estenderam, em vez da passadeira vermelha que tanto ambicionou! Mas neste PRESENTE que contemplamos, através das tuas pinceladas, sentimos quão libertador é o pensamento e até onde nos leva e deixa flutuar...Sentados em cadeiras, que a esplanada libertou para os transeuntes, deixamos que o voo vá para além do próprio EU..."nada se pode interpor no teu caminho!"

ams disse...

Cada minuto é apenas um momento musical, sem memória... E a saudade não vem de longe, é como uma cor outonal na paisagem e muda como um poente... Não há futuro. Tudo é paisagem para os nossos olhos calmos e líricos. Sentimos a intimidade das coisas impossíveis. Cristovam Pavia

Abraço A.Mac