
Numerando o tempo, caminho na companhia dos meus paradoxais momentos.
Atrai-me o som de um tilintar de copos que se despedaçam enquanto desvio o meu olhar para umas ondas do mar, que cortam o vento e se beijam.
Da varanda vislumbro o farol que mira o Instante Perfeito, em suspensão, indicando-lhe a passagem. Ao longe, as nuvens dos sonhos vão passando e largando as suas penas que ao esvoaçar vão desenhando e escrevendo os sonhos que povoam a minha existência e que ditam o meu diário.
Não há ondas iguais, não há nuvens iguais, não há maçãs iguais… porém, eu continuo a minha caminhada, enchendo as folhas do meu livro. Sigo a luz do farol.