terça-feira, maio 24, 2011
Entre as Tintas e as Palavras
"Eu acho que se se é surrealista, não é porque se pinta uma ave, ou um porco de pernas para o ar. É-se surrealista porque se é surrealista!"
Mário Cesariny
terça-feira, maio 03, 2011
11/7
(120 cm x 100 cm)
segunda-feira, abril 04, 2011
Adão e Eva
domingo, março 13, 2011
Surrealidade
Ouço um rasgo no céu que ecoa no meu pensamento. "Quem está aí?", indago. Uma força empurra-me para fora de mim. De quem é este corpo que tenta libertar-se do caixilho onde o tentaram emoldurar? Sou eu? Belisco-me, sinto-me.
Avisto as linhas do xadrez que me indicam o caminho. O meu braço, longo e distendido, uma extensão de mim, tenta em esforço alcançar a maçã. Eu sei que ela será minha. Ela também o sabe. “Deixa-me surrealizar o sonho”, peço-lhe. “Surrealiza-me”, responde-me.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Aeternum
domingo, fevereiro 13, 2011
À La Carte

(80 cm x 60 cm)
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Surrealizar o Sonho
A Noite deixou cair a cortina. O sonho já dorme. Deitado na companhia de uns lençóis repletos de silêncio, as estrelas azuis fixam os seus olhos em mim. Falo com o Mundo, mas só ouço o bater do Mar no casco do meu Barco como um sussurro hipnotizante das Maçãs. Surrealiza-me o Sonho...
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
domingo, janeiro 16, 2011
Epílogo
(80 cm x 60 cm)terça-feira, janeiro 11, 2011
Estocada
quarta-feira, dezembro 22, 2010
domingo, dezembro 12, 2010
A Maçã entre o Homem e o Cávado
"A Maçã entre o Homem e o Cávado"
25 de Novembro - 13 de Dezembro 2010
Amares
quinta-feira, novembro 11, 2010
Desfolhar do Calendário
Uma maçã, em queda suave, arrasta o elástico do cabelo azul do céu, ao som do bater das asas das nuvens, enquanto aguarda pelo desalinho dos lençóis.
A maçã não tem qualquer intenção de voltar a ver a sombra no xadrez; deseja o escuro da página onde impera o silêncio e onde poderá estar a sós, contigo, a contar as estrelas e a saborear a noite...
sábado, novembro 06, 2010
domingo, outubro 31, 2010
Antroponáutica
As horas perderam-se no tempo. Ouço a voz do mar que fala ao meu coração. Dos meus olhos deslizam pedras de sal. O barco de sonhos está ferrugento, carcomido, esburacado, roído como as minhas unhas… e eu envelheço com ele. À esquerda, avisto uma bússola dourada que norteia as minhas utopias.
A maré vai subir… e este barco vai voltar a navegar…
quarta-feira, outubro 06, 2010
Janela com Vista sobre a Maçã
(80cm x 60cm)Espreito pela janela secreta da minha casa de sonhos.
segunda-feira, setembro 27, 2010
Oração II
(70 cm x 50 cm)Oremos!
Do oriente surge uma mão que aperta um fio de contas… Curiosos, dois peixes origámicos perscrutam o doce aroma que exala. Das profundezas do tabuleiro rasgam-se as vestes terrenas na avidez de saboreá-la. Ah, vil pensamento! Ah, cobiça desmedida! Ah, inveja despudorada! Pai, traz até mim esta maçã!
Oremos!
sexta-feira, setembro 17, 2010
A Boa Vontade
(80cm x 60cm)sexta-feira, setembro 10, 2010
À Espera do Sucesso
Vivo num mundo repleto de maçãs que me cercam, perseguem, guiam, orientam e apontam o caminho a seguir. No meio de tantas há uma que eu ambiciono. Como um boneco articulado, encetei uma caminhada obsessiva no seu encalço que me conduz por trajectos que me foram traçados.
Atravessei a aridez do deserto que me extenuou, enfraqueceu, estropiou, sugou as minhas forças, na ânsia de alcançar a mão que me acenava com o mapa da Maçã.
Então, entrego-me a uma letargia e, despojado de tudo, rendo-me à Espera do Sucesso.
Nota: "À Espera do Sucesso" foi inspirado na obra do Henrique Pousão, "Esperando o Sucesso" (1882)
quinta-feira, setembro 02, 2010
segunda-feira, julho 19, 2010
Cartografia de um Sonho
(120 cm x 100 cm)quinta-feira, julho 15, 2010
Ao Ritmo da Maçã
Ao Ritmo da Maçã
Exposição de Pintura de Arnaldo Macedo
Conservatório de Música de Felgueiras
1 de Junho 10 de Julho de 2010
sábado, julho 03, 2010
Ad Domum
(120 cm x 100 cm)sábado, maio 29, 2010
Xeque-mate
(50cm x 40cm)A linha do horizonte dita o fim do asfalto do xadrez. Sou uma peça do tabuleiro.
terça-feira, abril 20, 2010
A espera da Crisálida
O som seco do metrónomo do relógio aumenta o ritmo do compasso do tempo. Um formigueiro percorre-me o esqueleto. O sangue que corre nas veias abrasa-me. Sente-se uma refrigeração do céu crepuscular. O tempo cavalga de nuvem em nuvem… a noite está a chegar.
Um teatro de sombras percorre o peão do xadrez da vida. Ao cimo, o portão da metamorfose edifica-se. Da caixa do correio, à espera do meu bilhete de ida, sobrevoam os peixes que me lançam a chave.
Abalei as profecias dos que, sibilamente, projectaram a voz. Estilhacei a redoma que envolvia a maçã. Destruí as muralhas do desejo. E, então, fez-se luz: a chave que recebi era o sonho que me aguarda e a maçã, o adubo certo para germinar a minha partida.
domingo, março 28, 2010
Requiem ao silêncio
(50cm x 40cm)sexta-feira, março 12, 2010
Semana da Poesia - Vizela
Comemorações do Dia Mundial da Poesia, de 15 a 21 de Março de 2010, em Vizela, dedicado a Bráulio Caldas e Ana de Sá.
quarta-feira, março 03, 2010
Cicio do Outono
terça-feira, fevereiro 23, 2010
O Tango do Marionetista
(50cm x 40cm)terça-feira, fevereiro 02, 2010
Sonho de Uma Maçã Surreal
sábado, janeiro 23, 2010
ARGONAUTA DO DESEJO
( 120cm x 100cm )sábado, janeiro 09, 2010
SONHO DESNUDADO
(91 cm x 47 cm)domingo, dezembro 06, 2009
[E]vidência
(91 cm x 47 cm)terça-feira, novembro 10, 2009
O Ovo da Maçã 21:11
( 50cm x 40cm )Pouco a pouco, muito lentamente, foram-se soltando os dedos que me sufocavam. Abri a porta ao momento. Senti o calor que me invadia de novo e fazia o meu sangue ranger e correr nas minhas
veias.
Acordei. Olhei para o calendário. Eram 21:11. Com o corpo entorpecido, percorria-me uma sensação extasiada de ter voltado a sair do ventre da mulher que me pariu.
quinta-feira, outubro 29, 2009
Orgasmo de uma jovem maçã virgem
segunda-feira, outubro 12, 2009
IN COSTRUZIONE
terça-feira, setembro 22, 2009
DÁDIVA LIBIDINOSA
Há algo mais no universo para além da carícia de um lençol azul... No tremor da seda, o abraço de umas mãos envolvem uma maçã recheada de desejo, na ânsia de ser lambida pela paixão... E, etapa a etapa, as correntes do tempo abrem as jaulas e, como uma ejaculação, solta-se o inesperado... Reflexos altamente carregados de sensualidade voam como peixes de olhos de pássaro.É domingo. A tinta está a esgotar-se. Sem se apagar, uma lanterna em chama na minha caixa de cores, ilumina-me. Solto um grito na imensidão do pensamento... Louvo o infinito, o meu bom sonho, a minha almofada macia…
E eis que surge na tela um leito libidinosamente perfumado pela dádiva de uma maçã.
segunda-feira, agosto 10, 2009
LUDUS SCAENICI
Largando um rasto branco, os dias passam por mim a toda velocidade. A cada dia que cessa, o tempo endurece o seu porte atlético, e eu permaneço mais tempo estático na minha insónia. Bebo a agonia do cansaço. O tabuleiro da vida flutua. Os pássaros incolores cantam a dor e gritam palavras de socorro; os submarinos, que passam por baixo do assento, navegam em terra; os aviões não conseguem voar… A energia está a esgotar-se. Os meus cabelos despenteados estão brancos. O que se passa com as minhas veias? Sofro de uma doença doente…As cortinas estão prestes a fechar. Sou um toxicodependente! Estou viciado em sniffar a vida. As raízes continuam a crescer e a prender-me a este palco. Os peixes observam-me no céu. A maçã está mesmo no termo, mas ainda podem chover balões de imaginação. E eu vou ouvindo as palavras dos portões…
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios... Por isso, cante, ria, dance, chore e viva intensamente cada momento de sua vida, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos..." Charlie Chaplin
quinta-feira, junho 18, 2009
PRELÚDIO DE UMA PALETA
Da paleta escorregam uma mescla e mistura incomuns de cores irreais.
O pincel escuta-me e conduz as minhas mãos... Entregam-se ao som e deixam-se levar...
Calados, perplexos, como que hipnotizados, os meus olhos observam a dança... Será amor, ódio, raiva, alegria, tristeza, medo? Serão homens, mulheres, crianças, astros, animais, cidades, natureza, vento, mar, sonhos?
O tabuleiro da existência persegue-me… Pergunto-me: perseguimos ou somos perseguidos? Estou preso numa overdose do xadrez da vida enquanto as minhas veias saboreiam avidamente o sangue da maçã.
Só sei que sinto nos meus dedos a relação da paleta com o pincel e que o aroma das tintas adormece a minha essência.
sexta-feira, maio 22, 2009
PARASSONIA DO SONHO
sexta-feira, maio 15, 2009
ANELÍDEOS ACÉFALOS
Censuram os ingénuos rebentos da terra, arrastam carências de valores que alimentam o espírito, camuflam-se em falsas aparências, como embalagens com rótulos publicitários inúteis... Os parasitas hipotecam o bilhete de estadia e perdem-se num longo tempo sem retorno...
quinta-feira, abril 23, 2009
NÁUFRAGO DA UTOPIA
A um recanto depara-se o peão do xadrez da vida e o enigma de um diário que, em harmonia, bebem toda a beleza de uma maçã...
O meu barco da utopia naufragou. Suspendo a respiração. O tempo estacou.
Ainda que me torne oculto na minha solidão, não consigo encontrar-me. A irracionalidade persegue-me numa precisão de loucura...
E só, com o corpo sofrido, as veias destemperadas e os olhos de Sal, a minha visão não alcança nada, apenas as minhas pegadas na areia… talvez só o Mar nos seus circuitos das ondas...
Para finalizar exponho as palavras do Grande Al Berto...
Que horas serão dentro do meu corpo?
Que mineral vermelho jorraria se golpeasse uma veia... não sei... não sei...
O que vejo já não se pode cantar...



















