terça-feira, maio 01, 2018












segunda-feira, abril 06, 2015

Impressão Digital



 
( 50cm x 40cm )



 Nunca observaste a cor, nem os gemidos das minhas lágrimas que escorrem na escuridão da minha alma.
Nunca entendeste este enorme silêncio da minha sombra.
Eu habito um corpo angustiado, metade abaixo da terra, metade para lá da cortina do céu. E é este véu azul que eu sulco, como quem rasga o peito, como quem procura terra fértil para semear a minha essência…
E as maçãs, na sua insanidade, voam deixando um aroma de liberdade…

As Sandálias do Pintor

( 50cm x 40 cm )

As Sandálias do Pintor
Insónia. Maldita insónia. Sinto-me irrequieto no leito. Os meus ossos atormentam-me. No meu peito, reina o desvairo. Olho para as estrelas que brilham no teto. Vislumbro uma brecha no xadrez da vida. É o pincel que me prende à vida, para lá do infinito da realidade. Vou ao encontro das maçãs voantes. São as sandálias do pinto

quinta-feira, junho 19, 2014

A Paixão


(50cm X 40cm) 
Pai, porque sinto que sobre mim se abate a escuridão, se estou rodeado de maçãs voantes, se da minha coroa de espinhos se soltam lápis de carvão que contornam a minha dor? Da minha boca regurgitam tubos de tinta, que alimentam esta terra árida,
onde germinam pincéis que enchem o mar de sonhos… Pai, por que me dás a escuridão

MELÍFLUO


(70cm X 50cm)

Hoje, o desbotado está com cor, o tic tac do relógio tem aroma, o ar que respiro tem paladar….
Xiuuuu! não digam nada, não façam barulho, não incomodem o meu destino, ele está muito meigo e simpático comigo. Não pára de me oferecer guloseimas. Os sonhos agradecem, deliciam-se, esvoaçam alegremente…
Mas, eu sinto receio de tanta doçura. Penso, para comigo: será que chegou a hora de a noite vir me buscar? O melhor é pegar no pensamento e enclausurá-lo num sítio onde não possa barafustar…
Xiuuuu!! desliguem os telemóveis, fechem as portas.
Não estou para ninguém.
Hoje não incomodem o meu destino…

sexta-feira, outubro 18, 2013

A Maçã que Comeu o Homem…

(30cm X 30cm)

quinta-feira, setembro 12, 2013

Persuadida da Razão

(70cm X 50cm)
 Acordo com a minha alma seca tão seca que penso que ela morreu. Com saudade, relembro-me dos teus lábios dourados, do teu corpo encostado ao meu, da companheira afável, que tu és… e, neste meu quarto repleto de espelhos, pego num cigarro e fico à conversa com eles. Pergunto: que pó branco andei a ingerir que em vez de me levar ao jardim do éden, me largou num túnel escuro sem saída. Indago os espelhos onde foi que errei. Não me respondem. E tu, persuadida de razão, carregas o dedo que aponta em todas as direcções…

segunda-feira, agosto 26, 2013

Livro

terça-feira, julho 16, 2013

Atena

(70cm X 50cm)

Com impetuosidade e repreensão, soltas a boca no céu, em minha direção… (Merecido, sem dúvida). A Medusa soltou os seus cabelos, em forma de serpente, e tentou petrificar-me. Hoje, o dia está com sensibilidade da noite. O amparo do meu equilíbrio quebrou-se (irreparavelmente). Debaixo dos meus pés cruzam-se linhas desérticas… a minha boca está seca… o sangue, que circula nas minhas veias, caminha em episódios tristes. Os meus sonhos estão encarcerados. (Continuarão eles assim?). Os verdes da minha paleta esvaíram-se. O dia, hoje, está com sensibilidade da noite… Tomara ter a coragem de Perseu...

Fénix

(70cm X 50cm)

Fiz uma viagem já passada pelo calendário. Parei onde marcava. 21:11 Visionei aquela luz que, na altura, iluminou a minha essência. O teu rosto colado ao meu. O alfinete que me ofereceste quando a terra se rompia debaixo dos meus pés. As maçãs voadoras que esvoaçavam em regozijo … Hoje, o tubo de tinta do destino continua a colorir as minhas utopias, mas tu estás longe de mim e contigo tens o açúcar que corria nas minhas veias… Ao peixe pássaro que tudo vê por baixo do mar e acima da terra pergunto por ti: ONDE ESTÁS? Não recebo resposta. Porém enquanto o alfinete segurar o rasgo da terra e continuar o germinar dos meus pincéis, eu acredito que estarei contigo algures, hoje ou amanhã….

ClerigusChristus

( 90cm x 70cm )


Porto… cidade monumental. Construída pelo suor de muito sangue e cicatriz na pele de homens audaciosos. Derrotas te as maquinas do tempo Do alto da torre, imponente, recebe quem visita de braços abertos enquanto os seus habitantes estendem a mão tentando agarrar os sonhos...