PARASSONIA DO SONHO
No mutismo da noite, aguardo um sonho inquieto, sísmico, impregnado de avidez das paixões. Entrego-me à imagem... A paleta vomita lama de tinta; o pincel está embriagado. Para lá dos devaneios soltam-se os pasmos do cavalo do xadrez da vida, contemplando o meu sonho em estado de sonambulismo. Enquanto isso, o fio da vida suporta a maçã, exausta com a geometria do orgasmo...



