A CALCINHA FEMININA
A negra tela que salpico com a frieza da tinta. Mulher que amo uma só vez, porque virgem é ser-se belo e só. Branca tela onde pinto a minha história, o meu destino. O meu silêncio é assim. Surdo e demente. Louco ébrio em cada criação, á procura de amor, calor e violência... Numa noite, nos mais secretos e espantosos esconderijos do meu ser, acendeu-se a luz da paixão! Nesse momento senti que este quadro, cheio de significado e luxúria, não fazia sentido com a exposição do branco da serenidade. hoje, dou como consumado, todo o sentimento que me possui, visivel nestas calcinhas vermelhas, que levam os mais vulneráveis aos jardins do Éden.



